segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Então é Natal!! O que vc fez???

Dia 20/12/2013, a nossa última visita do ano ao Hospital de Clínicas da Ufu..véspera de Natal , hospital todo enfeitado de bolas e enfeites coloridos, e Chuvisca fez questão de por um colar de bolinhas vermelhas e um lenço na cabeça pra se sentir mais dentro do clima natalino!! Foi de fato uma tarde agitada de mtos jogos, brincadeiras , sorrisos e mta euforia ( pra desespero do hospital acostumado com seu ambiente silencioso), mas dessa vez juroooo que não foi eu quem ficou falando e correndo descontroladamente..rsrsrs..pela primeira vez nessa fase do projeto conseguimos juntar algumas pessoas que antigamente fizeram parte do pediatras do riso. Wesley, Thabatta e Diego colocaram seu nariz e foram descobrir e redescobrir as possibilidades do hospital...e que experiência fantástica foi poder trocar energia com essa galera!! Mas o que quero de fato registrar nesse momento foi algo que foi percebido de fato ,pela presença nesses novos velhos amigos com a gente...Já no vestiário junto com Thabatta, fazendo maquiagem etc e tals alguns dos funcionários me cumprimentaram (ainda sem nariz e sem figurino) perguntaram dos outros clowns,desejaram feliz natal e tudo...seguimos para a pediatria Chuvisca tava mais quieta devido ao excesso de informação e tentando entender e sincronizar energia com os novos parceiros..três pra cada lado..fomos primeiro Chuvisca, Pierre e Piedro..no primeiro quarto pedimos pra entrar a resposta demorou e qdo vi os dois já estavam no outro quarto e eu entrei sozinha, mas o quarto tava cheio entao foi mto gostoso ganhar uma vó nesse quarto que fez questao de fazer dupla cômica comigo e me senti contemplada por ter uma amiga palhaça nesse quarto.. Quando saio vejo os dois no quarto da frente..não ia entrar pois o jogo já estava acontecendo e fiquei esperando.....De repente de dentro do quarto ouço " é a Chuvisca?" respondem sim, ta lá fora...e começa " CHUVISCA, CHUVISCA, CHUVISCA..." Palhaços,pacientes e acompanhantes chamam eufóricos..nesse momento me sinto celebridade,entro na classe passo o 70 na mão e ouço aplausos..os habitantes do quarto já eram conhecidos da semana passada e fiquei feliz de revê-los naquela alegria toda apesar de ainda estarem lá.....entro eu e totó (controle remoto de video-game) e não sei como aconteceu,mas de repente precisávamos "controlar" a situação.. R7 e Pierre começa a dar tremelique, pra cima e triângulo, pra baixo e bolinha,nada faz voltar...todos se divertem com a situação..e aprendemos que as vezes perder o controle é importante! Quando tirei o nariz e já em roda lá na Ufu, me dei conta do que havia acontecido comigo naquela tarde..do quão as vezes conquistamos espaços e nem nos damos conta disso..naquela tarde percebi que Chuvisca vem conquistando seu espaço tanto lá dentro do hospital quanto na minha vida artística e pessoal...que ser chamada pelo nome e pedirem para permanecermos em algum lugar foi fruto de um trabalho feito com nariz e coração no decorrer desse ano..e finalizo esse ano assim, sem muitas certezas para o próximo ano, a possível ausência do meu parceiro, a formatura e despedida da faculdade que se aproxima..mas com a certeza que esse projeto e esse dia cheio de sorrisos e informações foram de fato o melhor presente de natal e de vida que eu poderia ter ganhado! Gratidão a todos os narigudos,terceiro elemento,projetos de medico e psicóloga,crianças,acompanhantes,funcionários,médicos,enfermeiros,policiais e motoristas que estiveram e estão comigo, por cada palavra e ensinamento..que venha 2014 ..FELIZ NATAL A TODOS!!!! Chuvisca (Eluhara)

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Tarde do dia 22 de novembro de 2013. Todos animados já na ida, no transporte - com exceção do motorista – que resmungou o tempo todo. Isso me fez pensar na importância das “escolhas”. É muito diferente quando realmente se gosta do que se faz, como nós, que resolvemos nos exercitar em nosso trabalho como atores por meio do palhaço atuando no hospital. Parece-me que importa menos se fazemos isso uma vez por mês ou por semana. Claro, há grupos de palhaços no Brasil e no mundo afora, que têm uma regularidade diária. Independentemente da frequência, o que eu gostaria de dividir nesse espaço hoje é, a percepção do “desejo”. Muitos trabalhadores detestam o que fazem. Que triste!!! Mas, voltemos a nós e a nossa “opção” de trabalho.
Estou pensando especialmente que havia uma energia bem diferente pairando no ar na última sexta feira, entre os membros da equipe de apoio (Ana, Carol e Pedro), visitantes (Lucas Nasciutti e Kárita) e palhaços: Só Brown (Deivid), Florisbela (Marcela), Lacques-Pier (Guilherme), Relim Tilli (Felipe) e eu (Clotilde Chiquérrima). Um trio para o lado e uma dupla para outro e tudo foi tão rápido que quando vi, já estava ali em um quarto pela primeira vez trabalhando em dupla com o Deivid. Foi surpreendente ver a magia dele que funciona para adivinhar os nomes dos pequeninos. É, é no simples que está muita coisa. Aprendo muito com você, menino grande! Ficar em um “yes” tanto tempo no meu violão “rosa choque”, ensinou-me muito mais do que qualquer música que eu pudesse tocar. Nossa, Só Brown, sua luvinha é um instrumento de percussão da hora. E o garotinho em pé no quarto que nos colocou num circo e que me deu como nome “palhaça”? Palhaça não é meu nome, nem sessenta anos é a minha idade – mas que maravilhoso ser provocada pela “criança”. Receber um “zero” na aula de Inglês e depois aumentar a nota para “dez” é jogo em potência e me arrebata!
Avalio que desdenhei “a regra” de não tocar com os beijos ou de não ir ao chão. Nesse “abuso” experimentei “o insólito”, como diria o bom e velho Brecht. Deivid, você tem razão, eu estive bem elétrica, podia até ter levado um “choque”! Tanto, que só hoje, três dias depois, consigo tentar escrever algo sobre. As palavras ainda me fogem porque o compartilhar da experiência, nesse momento, me aparece agora ainda, como tão impalpável quanto tentar segurar uma bolha de sabão. Mas ao mesmo tempo, não consigo calar que vivi uma sensação boa de autoconhecimento e de alteração. Não sei o quanto isso tem a ver com as condições mais localizadas daquele momento coletivo em sintonia e com a identidade de cada um. Não sei. Não sei. Não sei. Que bom! Que bom! Que bom!


Trabalho findo, muita fome. Um pedaço de bolo no refeitório. A pressa do motorista (anunciada na chegada) tornou a roda de conversa debaixo da árvore mais rápida do que desejávamos. Decidimos inverter o local do papo da próxima vez para o retorno (universidade e não hospital). Vamos ver, se essa tentativa de não ficarmos mais reféns do mau humor de um motorista rende!

Por Vilma Campos

terça-feira, 5 de novembro de 2013

" Há sempre um lado que pesa e outro que Flutua " - sobre 01/11

" Há sempre um lado que pesa e outro que Flutua " Já diria uma musica e alguma citação que pretendia ser poética !! Novembro chega todo todo exibido... doois ou um..pedra vence tesoura- Chuvisca e Florisbela - Malfreda e Clotilde " E arde o oi e arde o ouvido, e arde o oi no karaokê do senhor Silvo " as vezes as composições músicais são de uma profundidade estonteante... O jogo do lado de cá foi leve, agitado e sorridente..Nunca foi tãooo dificil sair dos quartos..a vontade era de permanecer lá horas e horas com aquelas crianças e pessoas..rs.. É finalmente posso dizer que me encontrei, não só nos espelhos que ficam na entrada de cada quarto,mas no trabalho no hospital !!! Do lado de lá..do outro lado..disseram q teve grito , choro e ranger de dentes, nao por conta das palhaçadas alheias, mas eh que as vezes a dor de fato fala mais alto...mas confesso que não ouvi..acho que mergulhei tantooo em cada olhar e sorriso e que o mundo fora daqueles quartos não me afetavam... descobri o momento presente.... Ainda fujo da médica aspirante,abraço o policial,carrego a galinha na cabeça, espero a verdade absoluta,a pizza de sequilhos, grito o Zezé e não sei o que fazer com quem espera algo de mim...mas eu estou ali..e espero poder permanecer por algum tempo! Esses dias me chamaram com certa acidez de palhacinha ...fiquei pensando e repensando sobre... e é..me orgulho do meu nariz vermelho ! Obrigada !!! Beijos azuis com sabor de Sorvete Chuvisca (Eluhara Resende)

sábado, 12 de outubro de 2013

Estou olhando para o passado recente, foi hoje à tarde, nem nove horas passadas.
Como fazer uma síntese da experiência?!
Ah... já sei!
Interrompo os dedos no  teclado e procuro  na estante um fragmento de poema: O fotógrafo – Ensaios fotográficos – Manoel de Barros

(...)
Por fim eu enxerguei a Nuvem de calça.
Representou para mim que ela andava na aldeia de braços com Maiakovski – seu criador.
Fotografei a Nuvem de calça e o poeta..
Ninguém outro poeta no mundo faria uma roupa mais justa para cobrir a sua noiva.
A foto saiu legal.

Pois é, é assim que eu olho o trabalho de hoje...e pra não passar batido, passo a  descrever um pouquito.
 Já na ida, estávamos o motorista, Renatinha , Felipe, Marcela, Ana e eu.
Falávamos de viagens, de ser mais ou menos sistemáticos e de repente entramos no papo do hospital e de que provavelmente as crianças estariam reunidas na brinquedoteca. Começamos a levantar material fossem gags ou não, quem contaria uma história etc e tal. Mesmo na porta do hospital pegando o crachá fazíamos plano de um pretenso roteiro e chegamos ao vestiário cantando – Tibum, tibum....fritinho, enrolado....Poderia ser até empanado, não?!
- Não vou chamar nossos palhaços de nossos duplos, mas de nossos unos!
Com eles saímos ainda cantando e cantando chegamos à enfermaria da pediatria, o quarteto de unos e também o trio de protótipos – Ana, Pedro e a recém-chegada Carol.
Rodinha feita para um sorteio, no dois ou um, as duplas. Brinquedoteca trancada e a salinha também. Que cada dueto passe para seu lado. Não estressa não Pedro, comunicações são assim mesmo....c’est lá vie...diria Clotilde chiquérrima.  
Curti o jogo da Renatinha. Passando maionese, toques, sapatos, carrapatos, piolhos, músicas, repiques, bicho bexiga, olhares, cheiros e beijinhos, mas não de língua. Riso frouxo e mãe que fez gravata pro Sobrown e que ganhou o nariz vermelho.  O retorno nos corredores com quadrilha e tudo – não foi de banco não, foi de festa junina mesmo....é meio fora de época...mas e daí? Quem dança, canta e toca seus males afasta. Uma licencinha pra retirada de narizes e a primeira conversa com Carol. Papo solto, girando, movimentando pra não ficar nenhuma água parada. Licencinha de novo, as menores das máscaras de novo nos rostos. Subidinha pro lanche. Hum bolo bom!!!! Caminho de volta. Florisbola desce na Rondon. Lindinha! E nós os outros? Desembarcamos no 3M e uns pequenos com laços e bolas saídos da aula de Musicalização de Bebês. Lindo entardecer de 11 de outubro. Primavera brasileira do cerrado...vida se infiltrando. Um brinde a ela!

Por Vilma

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Chuva

Chove, chove, chove e finalmente não vão mais reclamar de eu ter um guarda-chuva na minha gravata. De repente todos que me pentelhavam por causa disso agora pedem carona comigo.
Ah chuva traz uma outra energia, que alguns ajudam, pra outros atrapalham. E essa eterna troca de energia que acontece entre todos, aqueles que dã, aqueles que pegam, aqueles que trocam.
Se tenho namorada? Tenho, a Chuvisca, bem quando ela quer me namorar, as vezes ela quer as vezes não.
E deixa chover.
Vamos pra pediatria. Lá sorrisos foram abertos, olhares de quem está feliz que voltamos, risos, choros e todo esse carrossel de emoções que passam por lá.
Aqueles que chegaram a pouco, aqueles que, infelizmente, continuam lá. 
Aquela força que surge do alem, de sair do quarto e tocar.
Aquele sorriso tímido que custa a surgir, mas quando surge é para sempre.
Uma vontade de não ir embora, de ficar lá até a ultima criança sair.
Uma despedida sempre difícil de dar.
E continua a chover. 

sábado, 27 de julho de 2013

Aquele caminho de sempre...

É bom chegar em um lugar que se trabalha e perceber que as pessoas lembram de você. Comecei a ter meu espaço dentro do hospital. Conhecer pessoas de vários lugares, e jogos se repetir. Não por que eu trago, mas por que nosso público lembra. 
Aquele caminho de sempre que me deixa empolgado. Passando por vários lugares, pegando carona, conversando, cantando, mudando o ritmo de tudo. De perna aberta, ou fechada (só para não engravidar), o caminho para o ouro, das crianças mais lindas do mundo. 
Um bebê que com seus olhos enormes não para de me olhar. Uma criança cheio de tubos que não quer nos deixar ir. Um riso escondido daqueles que são novos ali. Um grande alivio ao se despedir. Um vai e vem atras de água, que sede que me dá. Um quarto que não entramos por que o medo ainda está lá. Passa ET, passa pinto, passa os de branco e até os dos dentes, fisioterapeuta... e minha massagem? A nutricionista não vai mais. QUERO MEU X-BACON!!!!
Olha a hora, atrasados, demoramos de mais. Foi um dia bom, mas ainda não foi o fim. Ai final do dia, encontrei em cima ao muro, minha querida Julieta, sou seu Romeu, fique comigo, já saudade eu sinto, mas espera mais um pouco, ele tem outro Romeu??? Ai meu coração, acho que ele faleceu!

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Medo, sucesso e... mais um monte de coisas

Aos 12 dias do mês de julho, do ano longínquo de 2013, há muito, muito tempo atrás, teve início a lenda do urso feroz dorminhoco! Ou do dorminhoco urso feroz. Ou do feroz urso dorminhoco. Não tenho muita certeza. O importante é saber que ele é um... urso! Dorminhoco. E feroz. Muito feroz. Principalmente se for acordado contra sua vontade, por seres humanóides incomodantes. Não só conhecemos a lenda, nesse dia, como o próprio urso. O que posso dizer agora é que foi ATERRORIZANTE! E ver a Cinderela presa na torre, então! Vigiada pelo feroz urso que dormia, dormia, dormia... Bem, vê-la não foi assim "aterrorizaaaaante", foi mais é encantador. Afinal de contas, não é todo dia, a qualquer hora, que se vê por aí a Cinderela, inda mais em sua exclusiva torre aprisionadora! E o urso... pffff.... perder tempo em se amedrontar com um bichão devorador de gente, enquanto, ao invés disso, podia bater um papo com a Cinderela? Quando não tava devorando os vizinhos (pacientes, acompanhantes, tooooodoooos do quarto da frente), ou os passantes no corredor, tava dormindo. E outra! Se ele resolvesse revesar o sono pela comida, enquanto estávamos no quarto, era só sair correndo, que ainda tinha a Cinderela lá, presa na torre, pra ele devorar. Tranquilo. Dava tempo suficiente de fugir. E não sermos devorada/os.
(Esta história se passa do lado de cá do corredor. Do lado de lá, não se sabe.)
Quem estava nessa aventura? Do lado de cá Clotilde, Florisbela; de vez em quando, o Adriel gançando na palhaçada (pra nossa sorte e prazer), a Ana Caroli(na ou ne???) e o Pedro (os dois que se deram mal - por, pelo menos, um ano a frente hehe - de entrar na brincadeira - mas acho que se dar mal, nesse caso, não é ruim, né?). Do lado de lá, em outras aventuras, aquele, chato até no nome, Rilintilin, Rinlintinli, Richantili, Rilintili. Ahhh, um dia ele escreve pra eu ler. E, de vez em quando, o Adriel, a Ana, o Pedro...
Voltando ao encontro com o terrível urso...
Quem nos levou até lá foi ela! Jéssica. Ou será que foi o Pai Paizinho Dela (pra quem não conhece, esse é o pai da Jéssica. Ele prefere que o chame pelo primeiro nome, Pai. Ou de Paizinho, o primeiro sobrenome. Ou Dela, o último sobrenome. Ou de Pai Paizinho Dela mesmo. Importante é saber qual ele prefere. Ele prefere qualquer um.). Analisando agora, acho que não pode ter sido ela, não. Dirige muito mal. Atropela cadeiras. Não sei como aquela Pediatria ainda tá em pé. Saímos de lá e ainda tinham todas as paredes, dá pra acreditar? Já o Pai Paizinho, dirige melhor, tem mais experiência com carteira de habilitação, não erraria o caminho ou o derrubaria. Pra falar a verdade, acho que ele comprou a carteira dela. Aí, em uma dessas lojinhas de R$ 1,99 qualquer, porque ela dirige muito mal, pra .......... valer!
Será que ela tava vigiando a gente pra avisar o urso, quando ele acordasse, que tinha carne nova no pedaço? Pensa comigo: ela foi a primeira que visitamos (ainda na Brinquedoteca), o quarto dela, por mera coincidência de filme de terror, foi o primeiro onde fomos parar, e claro, rapidamente ela estava lá pra nos receber (de novo). Depois... na saída... da Pediatria e não do quarto dela... ainda estava com a gente. E durante todo nosso percurso lá dentro, até a despedida, ELA ES-TA-VA COM A GENTE! Fiquei com medo agora. Não dela ficar o tempo por perto. Até porque, certamente, ela será nossa primeiríssima primeira ouvinte do CD, quando ele for gravado (isso é outra coisa, explico daqui a pouco). Medo eu to é de perceber que talvez ela só fez esse trajeto, porque tava de olho no lanchinho do seu bichinho lindo e apavorante. Pensando bem mais um pouquinho... analisando essa análise feita agora, lembrei que depois que saímos do quarto, logo a Cinderela saiu também. E ficou lá, o resto do nosso tempo todinho na Pediatria, tomando sol pela janela do corredor. Mas cooooooooommmmmoooooooo, se ela estava presa na torre??????????????????? Era a Jéssica. Claro! Como não percebemos isso no dia? Ela permanecia na torre enquanto estávamos no quarto, porque a Jéssica estava lá, vigiando a moça trancafiada. Quando saímos, com a Jéssica nos acompanhando, quem mais vigiaria a torre??? O urso que não era. Tava dormindo e se não tivesse, tava era devorando, não vigiando.
Vamos deixar essa história de lado, porque já ta me tirando o sono. E pesadelo eu não quero ter, muito menos com aquele urso. Vai que quando eu acordar, percebo que é verdade e eu já to é na barriga dele? Sem pesadelo, sem sonho, sem insônia. Vamos todos dormir bem, como o urso comilão.
Tive uma ideia pra isso! O CD!
É só botar pra tocar (quando ele sair, porque vai).
Tudo começou - tudo do CD, não tudo "tudo". Tudo começou - depois de ter começado não vai parar, porque é muito bom, vocês vão ver, aliás, ouvir. Tudo começou - mas antes é importante vocês saberem que não foi nada combinado, é pura criatividade, espontaneidade, veia artística mesmo, coisa boa. Tudo começou - agora vai, se preparem, porque vai ser de arrebentar. Começou com um "tchatchatcha" e um leque na cabeça. Peraí. Antes de continuar tem que ver se o tchatchatcha leque vai ser pintado de prata ou se o tchatchatcha prata na perna do garoto é que vai ser pintado de verde, como o leque, porque tem que combinar pra sair na capa do CD. Vamos cantar/tocar/dançar e ver se ele aprova a música primeiro, depois a gente decide isso. Começa, então, mais uma rodada de tchatchatcha, nesse clima de perfeita harmonia, e ele, o nosso ouvintespectador, engrandece a canção soltando o refrão “cale-se, cale-se, cale-se, assim você me deixa louco”. Uaaaaaaaaaaaaaaaaaaaau! Que gênio! Era o que a música faltava. Já vimos que a gente ia poder entrar mesmo pra banda dele. Somos todos artistas natos. Nós duas (Clotilde e Florisbela) e ele.
Com participação na banda aprovada, seguimos adiante. Saímos por aí, divulgando nossa música, nosso futuro CD, nossa dupla. Opa! Que até ganhou nome artístico, tipo o Zezé de Camargo e Luciano. "RISO E RISONHA". Gostei. Gostou. Todos gostamos. Mas será que ainda muda de novo, tipo o Zezé, antes de Camargo e Luciano? Não importa. Vai bombar igual.
No meio dessa andança de tocança/cantança/dançança, além do nome da dupla, ganhamos aprovação para a gravação do CD. Coisa inicial. Projeto pequeno, só pra começar, lançar a dupla no mercado. CDzinho simples com 54 músicas. Os trabalhos estão adiantados, 4 delas já tem nome! 
1-tchatchatcha
2-tchatchutcha
3-tchatcha tchatchu
4-tchutchu tchatcha
Vocês podem ajudar a gente com os nomes restantes. Faltam só 50.
Quando o CD for lançado já tem muita história pra contar. Só nesse dia, nós conhecemos duas feras! É.... achou que tinha acabado? Na turnê de divulgação do futuro CD sucesso topamos com outro possível ser aterrorizante. Mas esse aí eu não quis chegar perto, não. Vai que é devorador que nem o urso. Conhecer intimamente um por dia já está muito bom! E o que mete mais medo de chegar perto desse aí, o macaquinho azul, é que ele tem um poder de invisibilidade. Mas não é ele que usa não. Ele dá o poder pro garoto, dono dele, usar. Quando a música tava ruim ele sumia, quando tava boa, aparecia. E quando queria só tirar onda com a nossa cara (quase o tempo todo), ele sumia também. No final, a gente ainda não descobre que o menino tem poder de tele-transporte? É mole? Pensa se o macaco invoca de devorar a gente e, dando esses poderes pro garoto, não faz o menino sumir com a gente e tele-transportar pra dentro da pança dele, macaco azul? Aí não. Melhor tomar chá de sumiço e perder da vista do macaco e do garoto. Bora fugir pro corredor do lado!
Ixi! Lá ta todo mundo virando Corintiano. Aquele garotinho e cabelo encaracolado, o tal do Gabriel, que um dia é anjo e sobe e e desce e no outro tem poder de transformar as pessoas só com o toque. Corintiano. Transforma todo mundo em Corintiano. Passou do lado dele, ele não dá moleza. Dá logo uma triscadinha no braço, na perna, aqui, ali, onde puder pra transformar a todos em.... Corintianos.
Bora gente. Vambora que não ta fácil, não. Corintiano é demais. Saí dali todo mundo Corintiano não dá. Pra algumas pessoas, não da, não. Fazer o quê. Vamos embora, então, né?
Mas não é assim, emboooora de tudo. Dá pra fugir rapidinho ali pra... pra... pra onde é que a gente foi mesmo? Onde era aquilo? Sim, no terceiro andar daquele outro elevador, mas... como chama mesmo? O cara eu sei que chama Manoel, mas ele tava, lá onde a gente foi parar, eu não sei não. Por falar em não saber, o que temos que saber agora é nome do CD. Precisamos dar um nome pra ele. Se o CD não tem nome, a gente não sabe como falar o nome do CD pro Manoel. Gostar ele já gostou. Sorriu e piscou que chega. Gravação do CD mais que aprovada!!! Músicas, ok. Nome da dupla, ok. Nome do CD, nada ok... Hummm... quer dizer que teremos que visitá-lo novamente!!!!!!!!!!!!! E novamente. E novamente de novo. Até batizar o CD. Aí, depois disso, nome do CD ok, a gente visita de novo mais uma vez, pra levar o CD, quando tiver gravadinho. Até lá, a gente vai... visitando... visitando... visitando...


Escrita coletiva. Não se sabe a autoria.
Floriscella com Marisbela.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Artesanias e outras folias

Na sexta cinco de agosto fomos ao hospital. Eluhara, Debora e eu como palhaças e o Adriel a paisana. Ainda bem, que se ele não põe ordem nas palhaças, Clotilde fica a vida toda e nem chega na pediatria. Eita vida boa! Obrigada Adriel, pois aprendi brincando com o menino Gabriel que você também veio do céu e do pastel (ixe, falei uma palavra proibida, pois a mãe do Gabriel não pode ouvir falar em pastel!!!!). Mas também tem panqueca, coxinha e o que mais vier...
Desde o momento de retomada do projeto Pediatras do Riso, estive poucas vezes. Foram cinco visitas, duas a paisana e três como palhaça. Na segunda visita como palhaça, tinha ficado muito forte para mim a presença de eletrônicos nos quartos: computadores, vídeo games e celulares em que as pessoas tiravam fotos conosco. Lembro-me da descoberta de dois únicos computadores no mesmo quarto que foi um “prato cheio”. Dessa vez, uma das coisas que mais me chamou a atenção como Vilma ou Clotilde Chiquérrima foram os trabalhos manuais feitos por mulheres, funcionárias ou acompanhantes de pacientes. Desde a chegada ao vestiário agulhas e linhas em tricô e crochê!!! Fiquei pensando nesse passatempo das Penélobes de hoje que aguardam a “alta” de seus Ulisses.  São acompanhantes,  muitas vezes mães, que tecem a sua espera com os pontos de suas agulhas. Encomendei um cachecol que ficará chiquérrimo!!!!!
Chegando a Pediatria, identificamo-nos com a Enfermeira Chefe, chamando-lhe  de “Sua chefe mandou” e soubemos que haviam alguns poucos quartos isolados. Chuvisca, que Clotilde teima em chamar de Chuvisco, ou agora, de simplesmente “Chu”, pois senão a mesma diz que “não responde pelos seus atos” ficou junto com o Adriel com um lado do corredor e Clotilde e Buff, com o outro lado do corredor.

Em alguns momentos realmente algo acontece e se materializa, mas em outras falta ainda tirar “coelhos” inusitados de “alguma cartola”. Buff joga comigo achando non sense ou absurdo,  respondendo  com outro igualmente absurdo. Que lindas as duas mães sorridentes com seus bebês, cada uma em seu castelo. Os super heróis. Um que o menino coloriu e outro como boneco, no travesseiro ao lado do garotinho que estava irritado, mas que nos deu um thcauzinho que foi como um beijo, abraço e aperto de mão.  
Na saída do hospital. paramos diante de um carrinho de sorvetes e a Chu comprou para nós gelinhos. O máximo estar ali numa sexta feira à tarde sentada num banco. Ganhamos também o doce da Magna do setor de esterilização, conhecida internacionalmente em todos os setores do HC. Coisa rica, beber o café cheiroso e ver uma máquina que pareceu-me um secador. Entro cantando e dançando e saio brincando e jogando, embora a exercício da amorosidade seja ainda  em pequenos flashes.
Voltamos para o Campus Santa Mônica de palhaças. A sensação de que iam bater na nossa limosine, como acha Clotilde, ou nave espacial como acham alguns outros palhaços. Não sei se foi Chu ou Buff que comentou do queijo quando passamos em frente ao Teatro Municipal e o motorista se posicionou que esse foi o pior projeto do Niemeyer!  
Essa  visita entrou por uma porta e saiu pela outra, quem quiser que vá na outra....

Ass: Vilma

quinta-feira, 4 de julho de 2013

O clown e o meu espaço...

14 de junho de 2013.


No caminho para o hospital, como sempre, fiquei olhando pela janela da vã na tentativa de apreender o desconhecido, o que estava por vir. Lembrei-me da ida anterior, quando recomeçamos depois das férias, das dificuldades de retornarmos com o trabalho do hospital depois de um considerável tempo sem praticar a arte da palhaçaria. Acorda Buff! Desisti de pensar. Percebi que não adiantava dar uma de Charles Xavier e tentar prever coisa alguma, apenas me deixei levar. Fiz do vestiário do hospital meu pequeno templo, deixei a pressa de lado e fiz de cada momento um instante sagrado de calma, esqueci o relógio e a ansiedade. No entanto, não me larguei - antes me capturei abrindo bem os olhos, os ouvidos e o coração. Deixei todo e qualquer peso a mais (nesse dia deixei até a bolsinha que a Buff ganhou de presente). Não tive medo da mudança, do inesperado e simplesmente fui. Descobri que é mais leve e gostoso quando não esperamos nada, quando se pensa menos e se experimenta mais. Que o silêncio é essencial, tanto quanto o som. Catei algumas palavras no ar e as repeti dando a elas outro sentido: a certa altura peguei o bonde andando e escutei alguém falar “ser humano” em alguma conversa. Foi um ótimo momento para cumprimentar quem passava pelo corredor através de um “Oi, ser humano”. Achei forte e oportuno, pois no hospital é preciso estar sempre atento ao outro, percebê-lo como igual... Aprendi também que é possível nascer rindo e não apenas chorando. Aprendi isso com a Ri-tinha! A Ritinha é uma garota risonha, como o próprio nome diz. Nasceu para sorrir. Ela riu de tudo, da enfermeira que disse que ela não podia rir quando nos viu entrar no quarto e o melhor sua risada é que ela é eterna , não acaba nunca. Fiquei surpresa e muito contente, quase a convidei para trabalhar com a gente no Pediatras do Riso. Ri-tinha é uma palhaça inata, tem nome de palhaço, riso de palhaço, força de palhaço... Fiquei comovida, tive certeza: o riso é mesmo engrandecedor. Meu coração ficou grande, não coube mais no meu peito. Virou um balão e flutuou pelos corredores da pediatria, pelos quartos... Encontrei então o menino que caiu de cima do seu cavalo Moreno e pensei em todo mundo que de um jeito ou de outro já caiu do cavalo um dia...

Por Débora Helena (com a ajuda da Buff!)

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Ao fim do dia, o que me resta

Sim, nós acreditamos em milagres, e mais, vemos todas as sextas pequenos milagres, que mesmo em todas as suas dores e dificuldades da vida, nós deixam entrar em seus pequenos mundo invadidos de pessoas e somos recebidos com grande sorrisos no rosto e toda a generosidade que o mundo pode oferecer. Pequenos milagres que cantam conosco, mesmo quando a voz custa a sair da boca, que dançam com os olhos, que ficam tímidos mas não se assusta por isso, que querem a cima de tudo a felicidade. 
Na manhã de todas as sextas feiras, como hoje, que não foi diferente, junto todas as energias boas que posso encontrar no caminho, levo meu corpo cheio de tudo que posso oferecer e eu sei que todos eles querem tudo que podem receber. Sair de lá com o corpo desgastado, cansado, fraco de energia, é o que me faz feliz, já que sei que se estou assim é por que estou no caminho certo.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Choros e risos: é só alegria.

Postar alguma coisa, me pediram para fazer.
Postar o que? Pergunto eu.
Bom, postar aquilo que queira compartilhar.
Tá bom.
Lá vai.
21/06/2013
Entre choros e dores chegamos. Mas logo tudo virou uma festa. Uma cantação de músicas que não se sabe a letra foi demais, e foi demais, demais né? Alecrim tinha um monte, patatipatatá também, até galinha pintada. O bom é que tinha para todos os gostos. Para quem gosta de um tipo de música só.
Tinha até personagem de novela assistindo um show, tenha também, pessoas de ficção. Pois é! Pois é! Pois é!!!
Ficar parado olhando, também faz parte.
Faz magica também.
E ser perseguido pelo olhar também.
Tudo vale!
Menos aquilo que não vale!
Alguns dava super atenção, outros nem tanto (perdemos para TV, mas tudo bem), mesmo assim todos entraram num jogo, jogado por todos, inclusive a vozinha que me tirou, hehehehehehe.
Focos e mais focos, algo novo a cada momento. Às vezes não, mas a gente releva, transforma a situação e arranca um sorriso da alma.
Corredor também é quarto ou deveria ser ou é e a gente é que não sabe. Jogando no corredor, sempre acontece algo, hehehehehe. Ganhei café, achei me mãe, que por sinal é muito parecida comigo.
Ah, encontramos com a Fofinha, que tinha outro nome, que ela mesma fala seu nome, mas era a Fofinha da mamãe.
Vimos também, o sorriso, pois só tinha sorriso no menino, nada mais. Era um sorriso ambulante. O sorriso era maior que o menino inteiro, da cabeça ao pé.
Foi difícil e foi fácil.
Até os ETs sorriram um pouco. Até a De Novo conversou de novo com a gente. (Comigo foi a primeira vez que a De Novo conversou, mas a gente finge que é de novo).
Antes de ir embora, passa,os por ali e hora, poxa vida! Chamaram a gente para comer. Nós não recusamos por educação, claro!
Ganhamos canjicada, bolo e pão.
Eu como não sou bobo, ganhei 2 de cada, para a viagem, é claro! Pois não sou guloso.
Disco voador nos espera.
Voemos de volta para casa.
Assim aterrizamos em casa em segurança.
Fim de um muito bom.
Bom para você que só leu e não foi, porque eu fiquei cansado, por isso tive que comer em dobro. Coisa que eu não gosto de fazer, hehehehehehehehe.
Aqui acaba a postagem.
Missão cumprida?!!!!
Acho que sim.
SóBrawn (Deivid)

terça-feira, 11 de junho de 2013

Um salto no vazio...Mas torcendo pra q ele esteja cheio de sorvete!

Depois de uma pausa de quase um mês (férias da universidade,depois de um inverno tenebroso de reflexo de greve), retomamos nessa ultima sexta feira(07/06) às nossas visitas ao HC da Ufu.
 
" Meio dia e nada do disco voador chegar, todos (quase todos) esperando...Lilo (meu Ukulele) tocando Hakuna Matata - Os seus problemas, você deve esquecer..isso é viver é aprendeeeerr....- e nada do disco voador chegar....foi-se  em busca do telefone da empresa de transporte espacial e nadaaa....mas ...pra alivio geral e já às 12:30 o nosso ET Guia (motorista) chegaa...todos adentram e partimos rumo ao hospital.
É impressionante como mesmo sem estar de nariz( o vermelho, fique claro..rs) parece q ele já está ali desde a porta,mas tenho q me controlar ao passar por uma obra de arte  de madeira que tem logo na entrada,que alguns dizem ser cocô e outros mais poéticos dizem ser uma barata...todos se trocam....depois de algum tempo a imagem volta pro espelho...a roupa a maquiagem ganham vida...a energia está ali....
O caminho até a pediatria é um prato cheio de galinhas (Segue a Linha) pretas,verdes e vermelhas..encontro amigos médicos pelo caminho, pessoas desconhecidas,conhecidas e esquisitas tbm.
Vilma: Quem é a enfermeira chefe? - Eu,respondem
V- Algum quarto que não podemos entrar? - o 230, respondem
SIM SENHORA CAPITÃO, respondo

Nós pra direita (Nocciolina e Chuvisca e Adriel ) e vocês pra Esquerda ( Florisbela e Bãfi) ou o contrário.
O fato é q ficar esse tempo sem ir ao hospital deu uma enferrujada..os jogos foram mais tímidos e comportados...estávamos redescobrindo aquele espaço de novo, reconhecendo aquelas crianças (a maioria nunca tínhamos visto, graças a Deus..sinal q as outras já estavam bem e em casa).

Então é isso tempo de redescoberta...de si,do outro, do espaço 

E às vezes o jogo se dá no silêncio ali, olhando pra criança abaixada ao lado da cama sem nenhuma palavra ser dita,olhos nos olhos...na base da confiança...seja ela em acreditar q estávamos seguras ali com ela e ela com a gente.

Segue vídeo registro feito pelo celular do nosso acompanhante assistente de palco Adriel Parreira que foi para nos observar juntamente com a prof. Vilma

video
Ganhamos bolo,café e leite...palhaço feliz é palhaço de barriga cheia de sorrisos e comida :D "

Agradecida 

Chuvisca sobre dia 07/06/2013
 


 

sábado, 30 de março de 2013

Por favor um X-Bacon!!

E mais um dia, ou três dias seguidos, o hospital tem que me aguentar. Não que tenha sido muito difícil fazer isso já que tudo sempre acabava em risos.
Chegar, trocar, maquiar, entrar. Sair do banheiro, primeiro o nariz!
Entre papos e risos um pedido em um dos dias. Visita a Clinica Médica, por favor, eles estão precisando.
Clinica Médica? Que clinica medica? Onde fica? Terceiro andar? Tá... vou tentar...
E por ai vai atras de seu precioso lanche que nunca chega. 
Queimou, atrasou, não mataram o porco, já entregaram, comi, não tem.... NÃO TEM!!!! T.T
Zezéééééééééééé´!!!!
Globo da morte não pode faltar, corre pra lá, corre pra cá. Me divirto sozinho.
Passa para entrar... Não existo para o hospital! Oo
Segalinha preta. Baldeação. Segalinha verde. Vou de escada!!!!!!
Espera, espera, espera, espera, espera, espera... AHHH!!! opa... não são vocês que eu queria! Espera, espera, espera, espera, espera. AH!!!! Demoram de mais.
Chefe, cade a chefe? Tudo tranquilo hoje?
Entre quartos e quartos, dias e dias, alguns tchau's aconteceram. Espero não ver nunca mais vocês por aqui!! Sorrisos, felicidade. 
Alguns momentos difíceis onde os ETs não saiam do quarto. Situações complicadas. Risos que quase não saem, que saem só como ausência de choro. Risos que não saem, mas que falam que está lá, em algum lugar. Uma briga eterna entre o alivio do riso e o incomodo da dor.
Músicas, caretas, estátuas, sorrisos, cirurgias, barulhos, celulares, encontros, filhas, mães, tias, ETs, pipoca, x-bacon, coelhos, nariz, charminho, colo, choro, calor, água, molho de pimenta, setenta!!!
Fica ai setentando em mim. 
Você vai ficar aqui? Mas vai ficar aqui sempre? Então faz um favor pra mim?
Passasse o dia. Você não ficou aqui! Disse que ia ficar sempre!
Musica para ir embora. O grupo todo!
Andar pelo hospital, temos tempo ainda. 
Onde é a Clinica Médica? Chegamos. Ela disse para vir ai a gente veio, mas viemos só para falar que viemos por que ela pediu para vir então vamos ficar aqui um pouco porque viemos quando ela pediu para vir.
Andar, andar, andar. Posso scaniar minha cara? Ficou igualzinho não?
Hora de ir. Todos para a nave espacial. 
Um restinho de dia pelas ruas da cidade dentro da nave. 

Tanta coisa aconteceu, dificil dizer tudo. 
Fim do dia, desmaiar na cama, esgotado por completo!

sábado, 16 de março de 2013

Puxa puxa do Guarda chuva.

E coloca-se o nariz, um sentimento renovador, um energia outra. Pelos corredores risos, olhares, estranhamento, tristezas, alegrias, esperança.
Um globo da morte que surge no meio do hospital. Uma maquina que não identifica ninguém. Baldeação de galinhas. Chegar no balcão e pedir aquela velha e boa pizza de benzeno.
2 ou 1... ou 3. E assim surgiram os trios. 
Eu vou pra lá. E já foi.
Primeiro quarto. Posso entrar?  pode. 
Silêncio. Um olha pro outro e nada. 
...
...
...
"Seu nome vem de onde? Apolo? Dicionário? Calendário? ... Deve ser grego né... que nem o deus."
Vamos fazer abdominal. 1,2, 3 ... agora ao contrário.
Tchau.
E mais um quarto a se entrar. Posso entrar? pode.
Cheiro, cheira, que cheiro? de quem? hmmm... eca. Cheira. Cheiro. Flor. resolvido. cheira. HM!!!!
Tchau.
Quarto. Posso? pode.
SILÊNCIO!!
Fotos? FOTOS!!! Uma minha, outra minha, mais uma minha para garantir. Agora de vocês. Fotos. Fotos. Fotos. Choro? NÃO!!!! 
Canta, canta, canta, canta, parou de chorar. =D . vamos embo... choro? NÃO!!!! Canta, canta, canta, canta, parou de chorar. =D agora sim vamos... choro? NÃOOO!!! Canta, canta, canta, canta, parou de chorar, canta, canta, despede cantando, e vamos embora. Tchau!

São nos corredores da vida que você descobre o charminho das pessoas, os risos contidos, os olhares curiosos, as vergonhas pulsando, o choro de medo, medo bom, medo do desconhecido que você não quer longe, mas ainda não está acostumado para ter tão perto. 
Água. Guarda-chuva. Puxa daqui, puxa de lá. Puxa a perna. Riso. 
Choro, estátua, para o choro, se meche, choro, estátua, quem é mais feio? choro. estátua.
Puxa cadeira daqui, empurra de lá. Barulho e barulho. Caos!!! 

Chamado para a concentração. Time saindo de campo. Partida bem jogada. Empate Clowns Vs Crianças. Ninguém sabe o placar. 

Caminho de volta. Se é galinha. Para para dar informações. Conheço tudo aqui. VEMMM!!! Opa me chamaram. Corre daqui, corre de lá. 
Um pão, eu quero, eu quero... segue o pão, cade? Onde foi? Achei!!! Pega o Pão, corre com o pão, divide o pão. Pega o pão. Corre com o pão. Vai embora com o Pão.

Tchau.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Festa de apresentação dos novos Palhaços! Estão todos convidados!!!

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Eles estão voltando...


Em breve, nova geração dos Pediatras do Riso.