Sexta-feira 09/04/2010.
Eu me sentindo mal fui só pra observar.
Observei que o Pronto Socorro é um espaço que os pacientes e acompanhantes precisam muito de nós Doutores Palhaços ou só Palhaços, há um jogo muito forte no corredor e esse jogo se estabalece muito pelo diálogo. É até bonito de ver aquele corredor todo cheio de camas, um aglomerado de pacientes, mas quando os Doutores Palhaços ou só Palhaços chegam, tudo muda. Os pacientes logo se levantam, riem, conversam, desabafam.Com os pacientes e acompanhantes é simples, posso dizer que até é fácil.
Com equipe a questão muda uma pouco, tem gente que se abre e assim que vêem os Doutores Palhaços/Palhaços já soltam uma piadinha, um pedido de dança, mas tem aqueles que fingem que nem nos vêem.
Passo a passo o Pronto Socorro vem sendo conquistado, cada vez mais e é muito, muito bonito de ver.
Momento: Pietro/Wesley e Thatha/Thábatta(?) na sala de enfermagem, interagindo com o ambiente.
Momento 2: Prateleira/Alba entra no quarto de senhoras, uma que esta bordando a olha surpresa e diz: Como você esta bonita hoje, minha neta vai casar, estou bordando pra ela.
UTI Adulto. Um lugar que já esta mais do que conquistado. É interessante ver como os médicos e residentes ficam felizes ao ver os Doutores Palhaços/Palhaços, essa relação quase que íntima me intriga e me fascina.
Mais ainda falta um cuidado com os pacientes do local que em algumas vezes estão acordados e conscientes, mas o jogo se fecha de uma maneira tão forte com a equipe do local que eles ficam "de lado".
Momento: Prateleira atendendo o telefone da UTI.
- UTI Boa Tarde.
voz do outro lado -Quem fala?
- Prateleira
E toda a equipe cai na gargalhada.
Momento 2: Prateleira tentando contato com o Sr. Luis, que com olhos rasos d'água se comunica com ela, depois ela desenha pra ele e se despede.
Momento 3: Dra. Paty dizendo que a Thatha(?) esta mais bonita e que sentiu saudade.
Pediatria (A memória me falha). Outro espaço que é cada vez mais conquistado.
Dengo/Leandro e Loloy/Maria Cláudia(?) cantam e fazem bolinhas.
Thatha(?), Pietro e Prateleira cantam e dançam no corredor.
Importante:
Lembrar de equilibrar e dosar a energia, porque começamos com muito e quando chegamos ao último lugar de passagem já estamos um pouco cansados e um pouco do trabalho se perde.
A lógica do palhaço foge da lógica comum e muitas vezes nos esquecemos disso, seja por estarmos cansados ou afobados demais para fazer rir e acredito que nosso propósito não é só fazer rir, mas sim modificar, mesmo que seja com lágrimas ou gritos ou silêncio.
Observar é bom.
terça-feira, 20 de abril de 2010
segunda-feira, 5 de abril de 2010

Sexta passada, véspera da páscoa. Os feriados de algum jeito ou outro passam a fazer parte da visita, e, como nos relacionamos com espaço e gente, acabamos também entrando no jogo do tema. Para preparação, experimentamos o jogo do zig, zap com novas "regras". A regra nova era....não ter regras tão fixas. Me incomodei um pouco porque refleti sobre o que estamos constantemente conversando. Me incomoda o caos, engraçado...é uma coisa de personalidade mesmo. Talvez eu já conviva muito com ele, e precise de organizá-lo um pouco para me equilibrar. Refletia esse jogo, a nossa problemática atual...que agora, pensando, vejo que o que precisamos mesmo enquanto equipe é encontrar o "caminho de meio" e se acertar nele. Afinal...que "regra" de feriado é essa que faz as crianças pensarem que o coelho pode botar um ovo, ainda mais de chocolate????Os coelhos são mamífe.....tá bom....eu paro gente...funciona né...mesmo sendo surreal...rs.
Qual seria talvez esse caminho? Penso que seja uma flexibilidade maior de todas as partes, a aceitação em relação à condução do trabalho com mais confiança; e, do lado de cá...a aceitação de que uma equipe seja composta de TODAS essas pessoas... que tem opiniões, questionamentos e vontades...e é preciso ter mais jogo de cintura, talvez até ser um pouco pedagoga pra lidar com isso. ( sorriso)
Bom, toda essa reflexão... aquele jogo do início me proporcionou.
A visita foi explêndida ( nossa, muito tempo que não uso essa palavra), exploramos um novo espaço onde havia uma máquina do tempo ( máquina de lavar enorme). Dengo, Gueta, Lolol e Matéria, depois nos dividimos.
Na U.T.I pediátrica, jogamos muito com acompanhantes e equipe, havia apenas duas crianças que tivemos permissão de entrar. O Erik, que está cada vez maior diga-se de passagem...brincamos com as bolhas de sabão, soprando-as pra dentro do quarto, ele ficou receptivo, nem chorou como costumava fazer. O outro menino tinha recentemente sido operado, o pai dele veio conversar com a Lolol...contar detalhes do acidente. Nesses momentos é um pouco difícil manter a lógica e o jogo do palhaço, quebrei...não tinha como manter pela forma como o pai do menino me abordou...depois retomei.
Um momento a ser reverenciado foi na passagem pelo corredor azul, perto da capela, tinha uma senhora com um aparelho de hemodiálise...Lolol e Gueta, literalmente dançaram ballet com a senhora, entre outros danças malucas. Ela sorria tanto, senti muita alegria. Nós pulávamos, cruzávamos o espaço como se fossemos bailarinas de uma grande companhia de dança, e quando nos demos conta, ali estávamos as três...dançando...mesmo ela que carregava o aparelho, se movimentava. Ai ai....pra mim foi um desses momentos - ouro puro.
Fizemos o corredor azul nesse dia, parte do hospital que nem sempre fazemos por ser passagem apenas para nós aos setores que visitamos geralmente. Foi ótimo também, os jogos mais simples costumam funcionar melhor...como um jogo de olhar e virar que estabeleci no corredor com um visitante, ele e o amigo riam tanto...e era um jogo tão simples; me surpreendi.
Pediatria também foi bacana. Senti que alguns quartos foram muitos bons, muito mesmo. E outros nem tanto...discutimos ao final que talvez tivesse a ver com o momento certo de sair, porque nos empolgamos. Por que me parece às vezes mais difícil jogar com bebês? Só cantamos, olhamos, falamos a língua dos bebês...tocamos e cantamos mais um pouco...
Ao final, o Chicão não tinha ido ( feriado) mas conversamos mesmo assim, muitooooooo tempo. Prévia da reunião que acontecerá nessa sexta que vem, valeu a pena. E conversamos outras questões filosóficas também, trazidas pelo Dengo ( versão falante ), tocamos em questões mais profundas, como a lógica do palhaço versus a lógica sem lógica do mundo objetivo que está aí...o olhar do palhaço que se faz necessário para o pediatra clown, uma vez que ele adquire esse olhar..a falta que o trabalho faz por ser um alimento muito nutritivo para que a gente se abasteça e sustente mesmo no cotidiano esse olhar, tão fundamental para nossa sanidade...etc....( não foi exatamente isso o conversado, com essas palavras...estou complementando a reflexão)
quinta-feira, 1 de abril de 2010
quarta-feira, 31 de março de 2010
“Regra em metodologia pode ser um conjunto de coordenadas de funcionamento de um determinado sistema para fins de organização, ou seja para manter a ordem do mesmo."
"Regra pode ser um conjunto de leis formais de prescrições e proibições, que expõem os principais requisitos quanto à atitude do indivíduo em uma sociedade."
“Regra é uma espécie de norma que determina uma conduta”
Acredito sim na alegria, e na transgressão do palhaço... na liberdade, na paixão, na força do mesmo seja onde for. Mas discordo no tocante as regras, ainda mais no espaço do hospital. Por quê? Regras só aprisionam quando são impostas sem que aja um entendimento da importância das mesmas para o trabalho. Acredito também que exista até bastante flexibilidade nas regras que foram estabelecidas entre nós. Nenhum jogo funciona sem regras, nenhum convívio em sociedade também. A regra organiza, ela nos assegura a possibilidade de expansão e crescimento, dentro delas.
segunda-feira, 29 de março de 2010
Sobre sexta...
... três clows e um grande HC pela frente.
Cantamos e começamos "o trabalho" Pronto-Socorro, UTI'S, Pediatria e umas paradinhas de leve em corredores e enfermarias.
Fomos um trio individual.
Falamos muito, sem grandes questões ou grandes regras. Jogo de palavras e descobertas. Foi um dia atípico, sem pressa e de certa forma prazeroso.
Acredito que o trabalho fluiu, rendeu.
Me questiono onde foi parar a minha vontade, a minha alegria, porque já não rio como antes, nem tenho tantas vontades como antes. "Somos do tamanho que acreditamos ser." Até quando? Até onde colocamos nossas vontades a frente de tudo e de todos, até onde podemos ir se de certa forma alguém nos barra, até onde minha vontade de ser feliz e grande incomoda os demais? Será mesmo que eu sou sempre a errada e a do contra como dizem por ai?
Minha Matéria já não é como antes, ela mudou, cresceu e quer explodir. Ela não cabe em regras, em vontades que não é dela, em questões. Ela quer ser simples, quer ser espelho, quer ser feliz.
Eu me pergunto, onde estamos errando?
Cadê nossa cara, cadê nossas vozes. Porque estamos cansados e vivemos de saudade?
Cantamos e começamos "o trabalho" Pronto-Socorro, UTI'S, Pediatria e umas paradinhas de leve em corredores e enfermarias.
Fomos um trio individual.
Falamos muito, sem grandes questões ou grandes regras. Jogo de palavras e descobertas. Foi um dia atípico, sem pressa e de certa forma prazeroso.
Acredito que o trabalho fluiu, rendeu.
Me questiono onde foi parar a minha vontade, a minha alegria, porque já não rio como antes, nem tenho tantas vontades como antes. "Somos do tamanho que acreditamos ser." Até quando? Até onde colocamos nossas vontades a frente de tudo e de todos, até onde podemos ir se de certa forma alguém nos barra, até onde minha vontade de ser feliz e grande incomoda os demais? Será mesmo que eu sou sempre a errada e a do contra como dizem por ai?
Minha Matéria já não é como antes, ela mudou, cresceu e quer explodir. Ela não cabe em regras, em vontades que não é dela, em questões. Ela quer ser simples, quer ser espelho, quer ser feliz.
Eu me pergunto, onde estamos errando?
Cadê nossa cara, cadê nossas vozes. Porque estamos cansados e vivemos de saudade?
sexta-feira, 26 de março de 2010

Ai, ai, ai..... Acredito que o palhaço é uma face humana que se manifesta quando nós deixamos que ela exista. Particularmente, minha face clownesca surge com grande satisfação e de maneira natural, em ambientes em que me sinto a vontade. O hospital é o ambiente em que eu e Pratileira desenvolvemos a capacidade de sermos mais tranqüilas, afetivas e de maneira geral, mais humanas. É uma escolha estar lá. É uma escolha estar no Projeto. E me sinto, ou me sentia, a vontade. Mas o que aconteceu?
Hoje, eu/Pratileira, Wesley/Pietro e Gabriela/Matéria fomos os únicos no hospital, e foi bom! Fizemos Pronto-socorro, UTI adulta e a pediatria. A UTI infantil estava recebendo novos pacientes com casos delicados e não podemos entrar. Foi tudo bem tranqüilo, mas na hora da conversa com o Chicão (o psicólogo) rolaram altos desabafos em relação ao projeto.
Acho que sentimos falta de uma simplicidade em lidar com as coisas... E várias questões surgiram que eu ainda não havia pensado, por exemplo: a minha formação clownesca e a minha relação com o hospital.
Poxa me criei clown para a rua, mas sempre trabalhei no hospital. E acredito nesse trabalho, mas e ai?! Como desenvolve-lo?
Poxa me criei clown para a rua, mas sempre trabalhei no hospital. E acredito nesse trabalho, mas e ai?! Como desenvolve-lo?
Em relação ao trabalho no hospital, penso que estamos ali para re-significar e transformar esse espaço em algo um pouco mais colorido e divertido. E nesse sentido, vai além de ser palhaço. É perceber que o projeto possibilita abrir caminhos na instutuição para que possamos propor melhorias para todo mundo. Claro que falo do que esta ao nosso alcançe; não propor milagres, mas sei lá, somos pessoas tambem, antes de palhaços, e existe uma realidade no hospital que, enquanto cidadãos que somos, podemos perceber, e a partir do projeto propor soluções ou melhorias.
Agora enquanto artista clown, estar a vontade, como eu ja disse é extremamente importante para o desenvolvimento do meu, ou do eu palhaço. Como é caber em tantas regras? É Horário, é Jaleco é isso é aquilo.... Poxa vida! Como eu disse para o Chicão, a Pratileira não cabia no hospital mesmo, mas depois de freqüentar a gente percebe como agir, da nossa maneira, e não ser evasivo ou perturbador no hospital. A gente aprende a ter bom senso!
Fazer parte do Projeto tem que ser prazeroso pra todo mundo! Os pediatras tem que estar felizes e não degladiando-se. Vamos ser sinceros, vamos respeitar os outros não é?! Parar de levar para o pessoal, ou ser egocêntrico demais, ao ponto de crer que todo mundo esta contra você e só você tem problemas.
Ser um palhaço feliz no Hospital!! Esse é o lema de hoje. ....pra mim....
sexta-feira, 19 de março de 2010
Dia Da Bagunça 19!!!!
Holla para todos los chicos e chicas, palhaços e palhaças, patos, patas, galos e dinossauros^^ Porque incluo todas essas variações de gênero e espécie? Ora! Porque hoje rolou até concurso de imitações na pediatria! Auxiliados por uma "pré-adolescente"(bom a moçinha que se denominou desta forma) de 8 aninhos, promovemos no corredor o melhor concurso de imitações de galos e outros animais que aquela pediatria jamais presenciou!!!!! Nem preciso pontuar o quanto foi divertido não é?!
Claro, claro que não ficamos só na pediatria. Eu, ou Pratileira ou eu/ela ou ela/eu e mais Matéria e o Dengo, fizemos o Pronto Socorro! Nossa, adoro o Pronto Socorro! Tanta gente... Lá a galera troca ideia, ta mais de boa, menos dopada. E lá fizemos um casamento! Aí! Super romântico: o Dengo casou com uma moça lá. Nossa, ela gostou dele mesmo: falou que ele era lindo e que ela mal podia esperar a lua de mér. Muito bonito.
Aí, a gente correu para a UTI adulta. Ai, eu não gosto tanto da UTI adulta. Aliás, eu não gosto muito das UTI's. Sei lá, Pratileira, ou eu, ou eu/ela ou ela/eu, conversa(o) muito! Aí nas UTI's o jogo tem que ser mais de olhar ou sei lá... Afff.. sou, ou somos, ou ela é, muito espaçosa(s). Hum! É mesmo! REGRAS! Eu tenho que lembrar delas: Não falar Palavrão! Lavar as Mãos! Não Gritar! Pedir permissão sempre! Uffaaaaa... tanta coisa que vai contra minha natureza.. Mas eu dou conta! Eu e Pratileira! Ou Ela/eu... ou.. Ah! Vocês ja entenderam minha confusão né?!
Bão! Hoje posso dizer que foi deveras divertido!! Exceto pelo fato de que o Pampa vai nos deixar =( Aliás vai ser bom pra ele né?! Venha quando puder Pampa! Amamos você, e suas cantadas, e suas piadas bobas e você todinho!!!!!!
Bão! Hoje posso dizer que foi deveras divertido!! Exceto pelo fato de que o Pampa vai nos deixar =( Aliás vai ser bom pra ele né?! Venha quando puder Pampa! Amamos você, e suas cantadas, e suas piadas bobas e você todinho!!!!!!
Ah! Lá na pediatria fizemos um coral também!!! Muito bonito... Eu, Matéria, Pampa e ..... (esqueci o nome da palhaça da Barbarazinha) e mais umas pessoas que pararam no corredor. Nossa, música une as pessoas mesmo! Eu e ...., cantamos e dançamos em vários quartos. A pré-adolescente que eu citei acima, cantou pra gente dançar e foi ótimo! Conseguimos ganhar ate a coleguinha de quarto dela, que parecia brava e tal, mas depois super se divertiu e pediu uma música pra gente dançar.
Enfim, essa foi mais uma estória do Diário de Bordo de Pediatras do Riso e Riso, diretamente do mundo do H.C., onde tuuudo pooode acontecer.....
(sacaram a adaptação daquele programa: Mundo da Lua? ahahahaha)
(sacaram a adaptação daquele programa: Mundo da Lua? ahahahaha)
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